Serpens, ingenti oppressus saxo, rogavit virum, illac iter habentem, ut a se onus amoliretur, pollicitus ingentem se illi thesaurum, si hoc faceret, daturum. Quod cum vir mitis, non modo promissa non solvebat, sed hominem morte dignum esse dicebat. Dum ita contenderent, accidit ut simius illac transiret qui, iudex et arbiter electus, "Non possum," inquit, "inter vos tantas componere lites, nisi videro prius quo pacto serpens sub saxo stabat." Cum ergo vir serpenti saxum impossuisset, inquit simius, "Ingratum animal sub saxo relinquendum censeo."
O MACACO JUIZ, A SERPENTE, E O HOMEM
A serpente, imprensada sob uma pedra enorme, pediu ao homem que por ali estava passando, para que ele aliviasse o seu sofrimento. Se fizesse isto, um grande tesouro lhe seria oferecido em troca. Se, porém, não fizesse isso de boa vontade, não cumpriria a promessa, mas dizia para o homem, ser digna da morte. Enquanto argumentavam desta forma, aproximou-se do macaco, que por ali passava, e o nomeou juiz e testemunha, ___Não posso, ___o macaco disse __ me meter no meio de seus vários argumentos, a não ser que eu veja antes o acordo que foi feito pela serpente que ainda está debaixo da pedra. Como, portanto, o homem deixara a pedra sobre a serpente, o macaco disse, ____Declaro em alto e bom, que o animal ingrato fique abandonado debaixo da pedra.
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