FABULA ESOPI
Leo, cum consenuisset, aegrotabat, iacens in antro. Accesserunt autem visitatura regem, praeter vulpem, cetera animalia. Lupus igitur, capta ocasione, accusabat apud leonem vulpem quase nihili facientem suum omnium dominum et propterea neque ad visitationem profectam. Interim affuit et vulpes et ultima audivit lupi verba. Leo igitur contra eam infremuit sed, defensionis temporae petito, vulpes "Quis," inquit, "eorum qui convenerunt tantum profuit quantum ego, quae in omnem partem circuivi et medicamentum pro te a medico quaesivit ed dedici?" Cum autem leo statim ut medicamentum diceret imperasset, illa inquit, "Lupo vivente excoriato, ipsius calidam pellem indueris." Lupo statim mortuo lacent, vulpes ridens ait, "Sic non oportet dominum ad malevolentiam movere, sed ad benevolentiam."
O LEÃO VELHO, A RAPOSA, E O LOBO.
FÁBULA DE ESOPO
TRADUÇÃO: PAULO ROBERTO MATTOS LUIZ
O leão, como estava envelhecendo, estava doente, e permanecia deitado em seu covil. Por esta razão, chegaram para fazer uma visita ao rei, a raposa junto com os outros animais. O lobo, porém, aproveitando-se da ocasião, acusava a raposa de não fazer nada no território do leão, e que nem mesmo saía para fazer uma visita. Neste meio tempo, a raposa se aproximou e ouviu as últimas palavras do lobo. O leão rugiu para ela, mas com um pedido de defesa a tempo, a raposa disse, _____Quem dos que aqui compareceram foi tão útil quanto eu, que por toda parte andei à procura de médico para ti e quem te deu remédio? Como, porém, o leão logo em seguida dissera que precisava de remédio com urgência, a raposa disse, _____Tire o couro do lobo vivo e faça um cobertor com a pele dele para ti. Com o lobo já morto no chão, a raposa disse, _____Desta forma, não é necessário um senhor para fazer o mal, mas sim para fazer o bem.
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